Povos de terreiro participam de escuta setorial em Bacabal sobre direitos e oportunidades
Bacabal sediou, na manhã desta sexta-feira (08), o encontro intitulado “Territórios e Ancestralidade: Voz, Escuta e Resistência dos Povos de Terreiros”, um momento de diálogo, reconhecimento e fortalecimento das comunidades tradicionais de matriz africana.
Estiveram presentes líderes religiosos da sede do município, assim como dos povoados quilombolas de Bacabal, além de lideranças de Lago Verde, São Luís Gonzaga do Maranhão e da capital maranhense, São Luís.
A ação foi realizada pela Secretaria Adjunta de Povos e Comunidades Tradicionais, vinculada à Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, Associação dos Umbandistas de Bacabal, com apoio institucional da Prefeitura de Bacabal.
Durante a Escuta Setorial, a secretária de Juventude de Bacabal, Gleyciane Brandão, destacou a importância do diálogo e da construção de políticas públicas voltadas ao combate aos discursos de ódio e à intolerância religiosa contra as religiões de matriz africana. “Nós sabemos que o racismo e a intolerância religiosa existem, e nós estamos aqui para lutar. A gestão que representamos é feita pra todos, independentemente de sua crença. Isso é resistência e identidade”, afirmou.
Para a Mãe Jaqueline, presidente da Associação dos Umbandistas de Bacabal, o evento foi um momento de celebração e força. “Só temos a agradecer pela oportunidade. Hoje é um dia de Axé”, declarou a líder religiosa.
Representando a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP), Tainá Redondo reforçou o caráter prático da escuta: "Estamos aqui na cidade de Bacabal realizando a Escuta Setorial com os povos de terreiro, com o objetivo de trazer políticas públicas para que eles tenham acesso aos direitos na busca por oportunidades", pontuou.
Também estiveram presentes Mãe Ângela, coordenadora do Departamento Afro do Município de Bacabal; Biné Gomes, presidente da Federação de Umbanda e Cultos Afros do Maranhão; e Ana Cristina, assessora da Secretaria Adjunta de Povos e Comunidades Tradicionais.
A programação seguiu com momentos de interação onde os presentes puderam trazer suas demandas e sugestões ao poder público no que diz respeito às práticas religiosas.